Por coincidência na semana em que foi extinta a exigência do diploma para jornalistas, eu estava lendo o livro: “Cala a boca, jornalista!”. Na obra são citados vários acontecimentos em que políticos, ofendidos com publicações de jornalistas, usavam da violência para se “defender” do que eles faziam, mas a população não poderia ficar sabendo. Esses fatos resultaram em mortes, espancamentos e bate-bocas. Quando li a noticia sobre a (não) exigência do diploma, fiz uma ligação direta com o conteúdo do livro. Quem tomou essa decisão, políticos? Empresas de comunicação?
É uma falta de respeito pensar que qualquer pessoa pode exercer a função de jornalista. Então todo conteúdo teórico passado em sala de aula como filosofia, ética, redação, técnicas de entrevista etc. não ajudam a pessoa a exercer a profissão? Claro que sim.
A meu ver essa questão do diploma foi levada pelos “senhores” que votaram de uma maneira errônea, pois resolveram dar um tipo de troco ou “vingança” pelas mágoas acumuladas contra aqueles que têm a função de manter o povo informado e atualizado, de investigar ações e achar aquela sujeira escondida embaixo do tapete.
Ainda há esperanças de que a exigência volte a ser feita, por uma questão de respeito aos estudantes e aos já formados em jornalismo, que são diferenciados de uma pessoa sem formação no curso.

Nenhum comentário:
Postar um comentário